A cidade de Duque de Caxias, na Baixada Fluminense, será palco de um importante encontro voltado à defesa da infância e ao enfrentamento da violência infantil. No dia 14 de maio de 2025 (quarta-feira), das 14h30 às 17h30, será realizado o lançamento do livro “Por Trás da Toga – vozes silenciadas: na defesa da infância”, de autoria da juíza Kamylla Acioli Lins e Silva, no auditório da OAB Duque de Caxias, localizado na Rua Dr. Ubiratam Marques, nº 100, Jardim 25 de Agosto.
A atividade integra as ações do Maio Laranja, mês de mobilização nacional dedicado à luta contra o abuso e a exploração sexual de crianças e adolescentes. A campanha foi criada em referência ao dia 18 de maio, data em que se recorda o brutal assassinato da menina Araceli Crespo, ocorrido em 1973. Desde então, o mês de maio passou a simbolizar a urgência de proteger a infância, promover ações de conscientização e garantir mecanismos eficazes de prevenção e responsabilização dos agressores. O Maio Laranja une sociedade civil, poder público e organizações sociais em uma pauta que não pode ser silenciada: a proteção integral das crianças.
Entre os participantes confirmados estão:
Leniel Borel, vereador e fundador do Instituto Henry Borel
Dra. Fernanda Fernandes, delegada titular da DEAM – DC
Juiz Maxwell Rodrigues, do JECRIM de Duque de Caxias
Diego Piassabussu, advogado e presidente da Comissão de Direitos Humanos da OAB-DC
Débora Renata, subsecretária de Assistência Social de Duque de Caxias
E a autora do livro, juíza Kamylla Acioli
A obra “Por Trás da Toga” é mais que uma publicação técnica: é um grito por proteção. Com base em sua vivência na magistratura, Kamylla reúne reflexões, relatos e orientações práticas sobre os caminhos jurídicos e humanos para prevenir, acolher e responsabilizar casos de abuso infantil. O livro convida o leitor a enxergar além da formalidade da toga e mergulhar na realidade das vítimas que muitas vezes permanecem invisíveis.
A entrada é gratuita e aberta ao público. Todos são convidados a participar deste momento de conscientização, mobilização e resistência em defesa da infância.
Relembre o caso Araceli Crespo:
Araceli, uma menina de apenas 8 anos, foi sequestrada, drogada, estuprada e brutalmente assassinada no dia 18 de maio de 1973, em Vitória (ES). Seu corpo só foi encontrado dias depois, com sinais de violência extrema. Os suspeitos, pertencentes a famílias influentes, nunca foram condenados. O caso continua sendo um símbolo da impunidade e da vulnerabilidade de crianças diante da violência, e foi a partir dele que o 18 de maio se tornou o Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual de Crianças e Adolescentes.
Memória do caso Araceli Crespo: um símbolo da luta contra a violência infantil no Brasil
Mais notícias
Dia Nacional de Combate ao Abuso e à Exploração Sexual Infantil
| Projeto Comunicando ComCausa
| Portal C3 | Instagram C3 Oficial
______________

Compartilhe: