Mais de 15 mil crianças e adolescentes desapareceram no Brasil apenas no primeiro semestre de 2025. O número assusta e revela uma média alarmante: cerca de 80 famílias passam a viver um pesadelo todos os dias. Dados reunidos por órgãos de segurança pública e entidades de defesa da infância indicam que a maior parte das vítimas são meninas, principalmente na faixa entre 12 e 17 anos.
Especialistas em proteção à infância alertam que o perigo nem sempre começa na rua. Cada vez mais, ele surge dentro de casa, silencioso, por meio de um celular na mão. Redes sociais, jogos online e aplicativos de mensagens se tornaram ferramentas frequentes para o aliciamento de menores. Criminosos se aproximam, ganham confiança, oferecem apoio emocional ou falsas promessas e, aos poucos, convencem a vítima a se afastar da família.
Levantamentos do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e do Ministério da Justiça mostram que muitos casos de desaparecimento estão ligados a conflitos familiares, baixa supervisão digital e falta de diálogo. O ambiente virtual, quando não acompanhado, pode se transformar em um espaço de risco real.
Organizações de Defesa da vida reforçam que a prevenção começa com atitudes simples, mas constantes: monitorar o uso da internet, conversar abertamente, estabelecer limites e estar presente no dia a dia. Mais do que controle, crianças e adolescentes precisam sentir que têm apoio e proteção dentro de casa.
Neste ano que se inicia, o alerta é claro: proteger os filhos vai além de trancar portas. Envolve atenção, diálogo e participação ativa na vida digital e emocional de crianças e adolescentes. Cada conversa pode ser decisiva para evitar que mais uma família entre para essa estatística dolorosa.
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