Meninas e crianças de até 6 anos são maioria em abrigos do RJ revela censo do MP

criança brincando brinquedo ComCausa Direitos - Terapia ocupacional

Um novo levantamento do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) revelou que meninas e crianças de até 6 anos representam a maioria entre os 1.673 menores acolhidos em abrigos e lares temporários no estado. Os dados fazem parte do 35º Censo da População Infantojuvenil Acolhida, divulgado nesta sexta-feira, 17 de outubro de 2025.

O estudo mostra que 33,5% das crianças acolhidas têm até 6 anos de idade e que as meninas são 51,7% do total, contra 48,3% de meninos. Além disso, o censo indica uma redução do tempo médio de permanência nas instituições — atualmente, 74% dos acolhidos permanecem menos de um ano e meio. O MP considera essa queda como reflexo de avanços nas políticas de proteção e adoção.

Ainda segundo o levantamento, 44,4% das crianças acolhidas se autodeclaram pardas e 33,8% pretas, revelando o perfil racial predominante da população em situação de acolhimento. O principal motivo do afastamento do convívio familiar é a negligência por parte dos pais ou responsáveis.

A capital fluminense concentra o maior número de acolhimentos. No total, o estado conta com 1.445 crianças e adolescentes em unidades institucionais e 130 em famílias acolhedoras, número significativamente menor que os registrados em 2008, quando a população acolhida era mais que o dobro.

A promotora Raquel Madruga destacou que os dados mostram uma tendência positiva. “Isso significa que essas crianças estão retornando para suas famílias de origem ou sendo colocadas em famílias substitutas, provavelmente por meio da adoção”, explicou.

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