Na manhã desta quarta-feira, 30 de novembro de 2016, a Polícia Civil do Rio Grande do Sul atendeu a uma ocorrência trágica no bairro Cristal, zona sul de Porto Alegre. O menino Andrei Ronaldo Goulart Gonçalves, de apenas 12 anos, foi encontrado morto com um ferimento de arma de fogo na cabeça, dentro do apartamento da família.
Segundo informações preliminares, o corpo foi localizado por familiares durante a madrugada, no quarto onde Andrei dormia. A arma utilizada seria um revólver, encontrado próximo ao corpo. O local foi isolado para perícia, e a investigação inicial aponta hipótese de suicídio. No entanto, a causa da morte ainda será confirmada por exames técnicos.
O caso está sendo investigado pela Delegacia de Homicídios da capital. De acordo com a Polícia Civil, não há sinais aparentes de arrombamento ou luta corporal no ambiente, e o levantamento da cena está sendo feito com cautela. “É uma situação muito delicada. Estamos tratando o caso com todo o cuidado necessário”, informou um agente da investigação.
O menino morava com a mãe e outros familiares. A identidade do responsável legal pela arma encontrada no local ainda está sendo apurada. Informações extraoficiais indicam que o revólver pode pertencer a um parente policial militar da criança.
Escola suspende aulas e comunidade está em choque
A escola onde Andrei estudava suspendeu as aulas nesta quarta-feira e divulgou uma nota de pesar. Professores e colegas estão abalados com a notícia. “Era um menino doce, calado, muito querido. Ninguém esperava isso”, disse uma funcionária da instituição.
Moradores do condomínio onde a família reside também demonstraram surpresa. “A gente convivia aqui no dia a dia. Nunca vimos nada de errado”, disse uma vizinha, sem querer se identificar.
A mãe de Andrei, visivelmente abalada, foi levada para atendimento psicológico. Ainda não há informações sobre o velório e o enterro da criança.
Presença de arma levanta questionamentos
A presença de uma arma de fogo dentro de um ambiente com crianças levanta preocupações sobre segurança doméstica e posse de armamento por agentes públicos, já que o suposto dono da arma seria um familiar vinculado à Brigada Militar.
Investigação segue em andamento
A Polícia Civil aguarda o resultado da necropsia e das perícias balísticas para confirmar as circunstâncias da morte. O delegado responsável pelo caso deve conceder entrevista coletiva ainda hoje ou amanhã.
Até o momento, ninguém foi preso, e o caso segue em fase inicial de apuração. A linha de investigação pode mudar conforme novos elementos forem colhidos.
A morte de Andrei Goulart comove a cidade e reacende debates sobre saúde mental, segurança de crianças em ambientes domésticos armados e o papel do Estado na prevenção de tragédias como essa.
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