Menino de 3 anos morre mãe é baleada em ataque a ex-policial no RJ

Gael Sampaio Primo morto por bandidos em Duque de Caxias

Um ataque a tiros deixou um menino de 3 anos morto e sua mãe gravemente ferida na cabeça, na tarde de quinta-feira (31), em Duque de Caxias, Baixada Fluminense. O atentado, ocorrido no bairro Parque Fluminense, tinha como alvo o policial militar reformado Alexandre Gonçalves Sampaio, tio da criança.

Câmeras de segurança registraram o momento em que dois criminosos armados desceram de um carro prata e dispararam diversas vezes contra um veículo vermelho, onde estavam o ex-PM, sua irmã Priscila Gonçalves Sampaio, de 37 anos, e o sobrinho Gael Sampaio. Alexandre reagiu e baleou um dos atacantes, que mais tarde deu entrada ferido em uma unidade de saúde da região, onde foi identificado como Caiky De Assunção Barbosa dos Passos, agora sob custódia policial.

A criança morreu no local, e Priscila foi socorrida por moradores e levada em estado gravíssimo ao Hospital Adão Pereira Nunes, onde permanece internada. O ex-policial saiu ileso.

O carro usado no crime foi abandonado em frente à comunidade Dick 2, no bairro Gramacho. A Polícia Civil investiga a motivação do ataque e tenta identificar outros envolvidos. A Secretaria Municipal de Saúde confirmou o estado crítico de Priscila, vítima de ferimento por arma de fogo na cabeça.

A violência da ação e o impacto direto sobre uma criança reacendem o alerta sobre a escalada da criminalidade armada em áreas urbanas do Rio, mesmo em ataques direcionados.

Violência que atinge inocentes

O caso reforça um padrão alarmante de violência na Baixada Fluminense, onde tiroteios e disputas criminosas têm atingido moradores inocentes, inclusive crianças. A presença de armas de fogo em áreas urbanas densamente povoadas transforma qualquer desavença em um risco coletivo. A morte do menino de 3 anos simboliza mais um capítulo doloroso de uma crise que se repete com frequência inaceitável.

O veículo usado no ataque, um Volkswagen Track prata, foi encontrado abandonado em frente à comunidade do Dick 2, no bairro Gramacho, área conhecida por disputas entre facções. As investigações seguem em curso para esclarecer a motivação do crime e localizar os demais envolvidos.

Violência que se repete e exige respostas

A tragédia ocorrida em Duque de Caxias não é um caso isolado. A Baixada Fluminense tem registrado altos índices de letalidade violenta, e a impunidade alimenta a continuidade dessas ações. Organizações da sociedade civil cobram ações concretas do poder público para enfrentar a circulação de armas ilegais, ampliar o atendimento às vítimas e garantir o direito à vida em todas as regiões.

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