Morreu nesta sexta-feira, 23 de maio, em Paris, o fotógrafo brasileiro Sebastião Salgado, aos 81 anos, vítima de complicações decorrentes de uma malária adquirida nos anos 1990. A informação foi confirmada por familiares.
Considerado um dos maiores fotógrafos documentais do mundo, Salgado ficou internacionalmente conhecido por seu trabalho humanitário e ambiental, eternizando em preto e branco cenas que narram a luta de trabalhadores, migrantes, refugiados, povos tradicionais e a grandiosidade da natureza.
Nascido em Aimorés, Minas Gerais, em 1944, Sebastião Salgado iniciou a carreira como economista, mas logo migrou para a fotografia, transformando-a em ferramenta de denúncia social e preservação ambiental. Seus projetos, como “Trabalhadores”, “Êxodos”, “Gênesis” e, mais recentemente, “Amazônia”, impactaram o mundo e deram voz aos invisíveis.
Ao lado de sua esposa, Lélia Wanick Salgado, fundou o Instituto Terra, referência global na recuperação de áreas degradadas no Vale do Rio Doce, em Minas Gerais, plantando milhões de árvores e lutando pela restauração ambiental.
Salgado recebeu dezenas de prêmios internacionais, entre eles o Prêmio Príncipe de Astúrias, além de títulos de Doutor Honoris Causa e de membro da Académie des Beaux-Arts, na França, onde residia.
Em suas próprias palavras, dizia: “Cada pessoa que fotografo é como se fosse um pedaço de mim. Eu me coloco no lugar dela.”
O Brasil e o mundo perdem não apenas um fotógrafo, mas um incansável defensor da humanidade e do planeta.
Mais notícias
ComCausa debateu violência contra crianças em live do Jornal de Macaé
| Projeto Comunicando ComCausa
| Portal C3 | Instagram C3 Oficial
______________

Compartilhe: