Sarah Tinoco Araújo, mãe dos dois meninos baleados pelo próprio pai em Itumbiara (GO), virou alvo de ameaças durante o enterro de um dos filhos e passou a sofrer novos ataques nas redes sociais, incluindo a criação de perfis falsos com seu nome e foto. O caso ocorreu entre quarta-feira (11) e sexta-feira (13), e é investigado pela Polícia Civil.
De acordo com as publicações, testemunhas afirmaram que houve intimidação no cemitério na quinta-feira (12). Por temer pela própria segurança, Sarah teria deixado o local antes do fim da cerimônia e chegou a entrar sob escolta e com um esquema para reduzir exposição, com o veículo parando próximo ao sepultamento. As pessoas ouvidas não quiseram se identificar, e as ameaças relatadas ainda dependem de apuração oficial.
O crime e a investigação
As informações divulgadas apontam que Thales Naves Alves Machado, de 40 anos, então secretário da Prefeitura de Itumbiara, atirou contra os dois filhos e, na sequência, tirou a própria vida. O filho mais velho, de 12 anos, morreu no local. O mais novo, de 8, foi levado ao hospital em estado grave, passou por cirurgia e teve a morte confirmada na sexta-feira (13). O município decretou luto oficial de três dias, segundo os portais.
A Polícia Civil investiga o caso. A motivação mencionada nas reportagens — relacionada ao fim do casamento e a supostos vídeos envolvendo a mãe — é tratada como narrativa atribuída a terceiros e não confirmada por autoridades no texto fornecido.
Perfis falsos e ataques online
Menos de 24 horas após o crime, surgiram contas em redes sociais com o nome e a imagem de Sarah, segundo o portal Mais Goiás. A suspeita citada é de que alguém tente se aproveitar da comoção pública, inclusive com possível objetivo de golpe. Não há, no material fornecido, confirmação oficial sobre autores, plataformas envolvidas ou prejuízos.
Especialistas em segurança digital alertam que, em casos de grande repercussão, perfis falsos podem ser usados para pedir dinheiro, “vender” supostas entrevistas, disseminar desinformação e intensificar ataques à vítima — um tipo de revitimização que amplia o dano emocional e social.
Por que isso importa
Além da tragédia em si, o episódio expõe um padrão: a violência não termina no crime inicial. Ela pode seguir em forma de ameaças, boatos e linchamento moral, especialmente contra mulheres em contextos de separação e disputa familiar. Quando o ataque migra para a internet, ele ganha escala e velocidade, e pode incentivar novos abusos no mundo real.
Responsabilização e medidas possíveis
A apuração da Polícia Civil deve esclarecer:
- se houve ameaça no cemitério e quem participou;
- quem criou e operou os perfis falsos;
- se houve tentativa de estelionato, difamação ou falsidade com uso de identidade.
Mesmo sem autoria definida, a criação de perfis falsos e a disseminação de ataques podem configurar crimes e gerar responsabilização civil e criminal, a depender do que for comprovado em investigação.
Serviço: como denunciar perfis falsos e ameaças
- Faça prints (capturas de tela) com data, horário, URL e nome do perfil.
- Denuncie diretamente na plataforma (Instagram, Facebook, X/Twitter, TikTok) usando a opção “falsidade/impersonação” e “ameaça/assédio”.
- Registre boletim de ocorrência e entregue as evidências. Em Goiás, procure delegacia local e, se disponível, unidades especializadas em crimes cibernéticos.
- Em risco imediato, acione a Polícia Militar pelo 190.
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