Pesquisa nacional escancara o racismo cotidiano no Brasil

Criança, mulher negra, violência

A cor da pele segue como o principal fator de discriminação no país, segundo estudo inédito divulgado em maio de 2025. A pesquisa é parte do programa Mais Dados Mais Saúde, liderado pela organização internacional Vital Strategies e pela fundação filantrópica Umane, com colaboração técnica da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), apoio do Instituto Devive e parceria com o Ministério da Igualdade Racial.

Foram entrevistadas 6.000 pessoas de todas as regiões do país, utilizando a Escala de Discriminação Cotidiana (Everyday Discrimination Scale), um instrumento validado internacionalmente. Os principais destaques do levantamento incluem:

  • 84% das pessoas pretas relataram ter sofrido discriminação racial.
  • 72% das mulheres pretas vivenciam múltiplas formas de discriminação (intersecção entre racismo e sexismo).
  • Os espaços mais comuns de discriminação são ruas, transporte público, escolas e unidades de saúde.
  • A discriminação tem impacto direto na saúde mental e no acesso a serviços públicos essenciais.

A pesquisa visa gerar dados que subsidiem políticas públicas mais justas, com enfoque na equidade racial e de gênero.

O Ministério da Igualdade Racial considerou o estudo um marco histórico para orientar ações concretas. Segundo Anielle Franco, ministra da pasta, “trazer evidências sobre como o racismo afeta a vida das pessoas é essencial para mudarmos a realidade”.

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