O som da resistência ecoou mais uma vez na Zona Oeste do Rio de Janeiro. O Festival Rato No Rio, um dos mais tradicionais eventos de música alternativa do estado, comemorou seus 25 anos de história reunindo gerações na Areninha Cultural Hermeto Pascoal, em Bangu. Uma verdadeira celebração da cultura, da amizade e da força do rock como expressão de luta e transformação social.
Idealizado por Marcelo Saci, vocalista da icônica banda Cara de Porco, e com apoio de vários produtores e produtoras, bandas, entre outros, e instituições, como a Comcausa, o festival nasceu com um propósito claro: dar voz às bandas locais, criar espaços de encontro, fortalecer a cena underground da Zona Oeste e, ao mesmo tempo, levar para o bairro atrações de outras regiões do Rio e do Brasil. Ao longo de um quarto de século, o evento se consolidou como uma vitrine para a diversidade cultural e artística, abraçando diferentes vertentes do rock, do punk, do hardcore, do metal e de tudo que pulsa no coração das ruas.
O que começou como uma iniciativa simples, movida pela paixão pela música e pela urgência de criar espaços alternativos, se transformou em um símbolo da resistência cultural. Foram dezenas de edições, reunindo não só bandas, mas também produtores, amigos, amigas e apoiadores que entendem que o rock é mais do que som — é comunidade, é afeto, é defesa da vida e dos territórios.
Na edição de aniversário, a emoção tomou conta do palco e da plateia. Além dos shows, cada encontro era também um reencontro — de quem fez parte da história do festival desde os anos 2000 até quem chegou agora, somando, aprendendo e mantendo acesa a chama da cultura independente. Famílias, crianças, jovens e veteranos do rock marcaram presença, provando que o Rato No Rio é mais do que um festival — é um movimento vivo, popular, plural e necessário.
Marcelo Saci, como sempre, estava no centro de tudo, não só como organizador, mas como amigo, articulador e símbolo dessa caminhada coletiva. Mas é inportante destacar que ele não estava só, ao longo dos anos, o festival se manteve de pé graças à união de muitas mãos, de muitos corações que acreditam que a música é um instrumento de transformação social, de resistência e de celebração da vida.
O Rato No Rio não é apenas sobre música. É sobre ocupar os espaços, afirmar que a periferia também produz, também cria, também sonha. É sobre mostrar que, mesmo em meio às dificuldades, a cultura independente segue viva, pulsando, forte, livre e cada vez mais necessária. Que venham mais 25 anos. Porque enquanto houver gente que acredita, que luta, que ama a cultura alternativa, o Rato do Rio vai seguir firme, sendo resistência, sendo amor, sendo vida.
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