Dois jovens moradores de Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense, estão desaparecidos desde o dia 6 de agosto de 2025, após aceitarem uma entrega por aplicativo que os levou até a Zona Oeste e, depois, à Zona Norte do Rio de Janeiro. O sumiço de Gelson Lucas Braga Melo, de 19 anos, e Caio de Oliveira Tavares, de 21, já mobiliza familiares, movimentos sociais e entidades de direitos humanos, que cobram urgência nas buscas e respostas por parte das autoridades.
A última localização registrada pelo rastreador da motocicleta, monitorado pela família, aponta que os jovens subiram o Morro do Fubá, em Cascadura, e depois seguiram até Realengo, onde a moto teria parado por um longo período antes de sumir. Desde então, nenhum contato foi feito pelos rapazes, nem o veículo foi localizado. A investigação está sob responsabilidade da Delegacia de Descoberta de Paradeiros (DDPA), na Cidade da Polícia, mas ainda não há novidades oficiais sobre o paradeiro da dupla.
Família alerta para rota suspeita e comportamento atípico
Segundo Patrícia Braga dos Santos Melo, mãe de Gelson Lucas, o filho era um jovem calmo, dedicado à fé cristã e cuidadoso com o trabalho. Ele atuava como entregador havia seis meses e, por segurança, só aceitava rotas na Baixada Fluminense, sempre com a namorada ou o amigo Caio. Na noite do desaparecimento, aceitaram uma entrega da Taquara para o Engenho de Dentro, mas nunca chegaram ao destino final.
“O rastreador mostrou que eles subiram o Morro do Fubá, ficaram muito tempo ali perto da Gruta da Alma, depois foram para Realengo, e a moto parou na Praça Ricardo Gonçalves. A partir das 21h, ele não respondeu mais minhas mensagens. Isso nunca aconteceu”, contou a mãe, emocionada.
Desde então, a família percorre hospitais, delegacias e o IML, mas sem qualquer sinal dos rapazes. Gelson usava jaqueta de motoqueiro, calça e tênis preto, enquanto Caio vestia casaco preto.
Desaparecimento acende alerta sobre segurança de entregadores
O caso reacende o debate sobre as condições de trabalho dos entregadores de aplicativos, expostos à violência urbana sem proteção institucional. Organizações como a ComCausa Defesa da Vida têm alertado para o crescimento do número de desaparecimentos em áreas de alta letalidade no estado do Rio, especialmente envolvendo jovens negros e periféricos.
Além da dor familiar, há o temor de que os jovens tenham sido vítimas de armadilha para roubo da motocicleta, ou mesmo de violência em áreas conflagradas por milícias, ou facções armadas.
Informações podem ser repassadas anonimamente
A Polícia Civil segue com as investigações sob sigilo, mas a família e apoiadores pedem ajuda da população. Qualquer informação que possa contribuir para a localização de Gelson e Caio deve ser enviada ao:
Disque Denúncia: (21) 2253-1177
Anonimato garantido
Como ajudar:
- Compartilhe as fotos e informações dos desaparecidos nas redes sociais com a hashtag #DesaparecidosRJ
- Pressione autoridades locais e estaduais por respostas e celeridade na investigação
- Apoie mobilizações públicas por justiça e segurança para entregadores e trabalhadores periféricos
- Incentive o uso de canais oficiais de denúncia e informação segura
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