A jovem Kaylane Manhães da Silva, de 22 anos, está desaparecida há três meses e a família vive dias de angústia e incerteza. Segundo parentes, ela foi vista pela última vez no dia 4 de maio de 2025. No dia seguinte, fez uma publicação nas redes sociais informando que estava em uma residência na comunidade Cesar Maia, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Desde então, não houve mais qualquer contato ou sinal de seu paradeiro.
Kaylane morava com o atual companheiro no Parque Boa Esperança, em Belford Roxo, na Baixada Fluminense. Apesar disso, visitava com frequência o Cesar Maia, onde havia vivido com seu ex-companheiro, já falecido. Nas redes sociais, compartilhava detalhes de sua rotina, e registros recentes indicam que esteve na comunidade pouco antes de desaparecer.
Dor e desespero da família
Em entrevista ao jornal O Dia, a mãe de Kaylane, Lidiane, relatou a dor profunda e a sensação de impotência: “Não tem como explicar. Eu criei sozinha, então isso dói mais. Saber da índole da gente, dos parentes.”
A mãe ainda desabafou sobre as falsas informações que recebe: “Se tivessem noção do que as pessoas fazem comigo pelo telefone… É desumano. Eu não aguento mais.”
A família afirma que não descansará até descobrir o que aconteceu e pede a colaboração de toda a sociedade: “Só queremos saber o que realmente aconteceu com a Kaylane. Qualquer informação pode ajudar.”
Investigações em andamento
De acordo com a Polícia Civil, o caso foi inicialmente registrado na 54ª DP (Belford Roxo) e depois encaminhado à Delegacia de Descobertas de Paradeiros (DDPA), especializada em investigações de desaparecimentos. A corporação não divulgou detalhes para não prejudicar as diligências.
O Programa Desaparecidos do Disque Denúncia está mobilizado no caso e recebe informações por telefone e WhatsApp, garantindo anonimato aos informantes.
Como ajudar
Quem tiver qualquer informação, mesmo que pareça pequena, pode entrar em contato:
Disque Denúncia: (21) 2253-1177
WhatsApp Desaparecidos: (21) 98849-6254
Contatos da família:
- Lidiane (mãe): (21) 97090-2861
- Fabiana (tia): (21) 99344-5142
A história de Kaylane expõe não apenas a dor de uma mãe e de uma família, mas também a realidade enfrentada por milhares de famílias que convivem com a ausência e a incerteza no Brasil. Cada dia sem resposta aumenta o sofrimento e reforça a importância da mobilização social e do apoio à investigação.
O que fazer em casos de desaparecimento?
Tempo é vida. Não espere 24 horas!
Quando alguém desaparece, cada minuto conta. Ao contrário do que muitos acreditam, não é necessário esperar 24 horas para registrar um desaparecimento. A legislação brasileira garante que o boletim de ocorrência (B.O.) seja feito imediatamente, em qualquer delegacia de polícia.
1. Vá à delegacia mais próxima
Leve uma foto atualizada da pessoa desaparecida e as seguintes informações:
- Nome completo
- Data de nascimento
- Características físicas
- Roupas usadas por último
- Local e horário da última vez em que foi vista
- Contatos recentes
Peça que o caso seja registrado como “Desaparecimento de Pessoa”.
Dica: Solicite, se possível, o encaminhamento à DDPA – Delegacia de Descoberta de Paradeiros (no caso do RJ) ou ao órgão especializado da sua região.
2. Divulgue amplamente
Compartilhe o cartaz com foto da pessoa desaparecida nas redes sociais, grupos de mensagens, rádios comunitárias, igrejas, escolas e comércios.
Cadastre o desaparecimento em:
- Desaparecidos.gov.br
- Disque Denúncia – 181 (anonimato garantido)
- ONGs, Defensorias Públicas e movimentos sociais
3. Busque em locais estratégicos
Procure em hospitais, abrigos, IMLs, unidades de acolhimento e delegacias próximas.
Leve cópias do B.O. e do documento da pessoa desaparecida.
4. Mantenha contato com a polícia
Peça o número do protocolo da ocorrência e mantenha contato com o responsável pelo caso.
Informe novas informações sempre que surgirem.
5. Nunca interrompa a busca
Mesmo após semanas ou meses, continue a mobilização.
Reforce o registro se houver mudança de cidade ou estado.
Organize vigílias, caminhadas ou campanhas online para manter o caso visível.
Se a pessoa for encontrada:
- Vá à delegacia para encerrar o boletim de ocorrência.
- Avise imediatamente todos os canais que ajudaram na divulgação.
Se você é familiar de uma pessoa desaparecida, lembre-se:
Você tem direito a:
- Atendimento humanizado e acolhedor
- Apoio da rede de proteção social (CRAS, CREAS, Defensoria Pública)
- Acesso às informações sobre a investigação
- Encaminhamento psicológico e jurídico, especialmente em casos prolongados
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