O coletivo 200 Anos de Punk, organizador do festival homônimo realizado no último fim de semana no Centro Cultural Tendal da Lapa, em São Paulo, divulgou um novo posicionamento sobre a morte de Helen Cristina Vital, conhecida como Helen Vitai. A participante foi brutalmente espancada cerca de duas horas após o encerramento do evento e não resistiu aos ferimentos.
Desta vez, o coletivo reforçou que o episódio não deve ser tratado como tragédia, mas como crime. “Nada irá reverter o fato de uma filha deixada sem mãe, uma mãe deixada sem sua filha e uma família destroçada, mas o mínimo que queremos é que esses responsáveis diretos pelas agressões e pelo impedimento de socorro sejam punidos”, afirma o texto.
O grupo também destacou que está prestando apoio à família da vítima e que a divulgação dos nomes dos envolvidos deve se restringir à família e ao próprio movimento punk, preservando a segurança de quem atua diretamente no caso.
O manifesto rebate críticas feitas nas redes sociais e esclarece que algumas pessoas presentes tentaram intervir, mas foram coagidas a não chamar socorro sob ameaça de também serem agredidas. O coletivo defende que o Tendal da Lapa não seja responsabilizado, já que o crime ocorreu em outro local e horas depois do encerramento do festival.
“Não vamos mais tolerar grupos e pessoas violentas no nosso movimento. Vamos mostrar que o movimento punk é muito mais que um grupo de psicopatas violentos”, diz o texto, que convoca integrantes da cena a se unir no apelo por justiça.
A Polícia Civil segue investigando o caso, ainda sem identificação oficial dos agressores. O coletivo pede que o assunto não seja esquecido e que a pressão por punição se mantenha até que os responsáveis sejam julgados.
Leia também
| Projeto Comunicando ComCausa
| Portal C3 | Instagram C3 Oficial
______________________
Colabore com nosso projeto pix.comcausa@gmail.com

______________________
Compartilhe:
