Nesta semana, o Centro de Memória do Sul Fluminense (CEMESF) Genival Luiz da Silva, vinculado ao Instituto de Ciências Humanas e Sociais da Universidade Federal Fluminense (UFF), em Volta Redonda, recebeu a visita do deputado federal Reimont (PT-RJ), presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados.
A agenda foi marcada por diálogos institucionais de grande relevância, reafirmando o papel estratégico do CEMESF enquanto espaço de preservação histórica, pesquisa acadêmica e promoção de direitos humanos. Desde sua criação, em 2015, o Centro tem atuado como guardião de documentos, registros orais e acervos iconográficos que retratam não apenas a trajetória da região, mas também capítulos fundamentais da história política, social e cultural do Brasil.
Um espaço de memória, cidadania e justiça social
Durante a visita, o presidente da Comissão conheceu de perto os acervos preservados pelo CEMESF, entre os quais se destacam os arquivos relacionados à Companhia Siderúrgica Nacional (CSN), instituição central para a formação histórica e identitária de Volta Redonda; documentos da Comissão Municipal da Verdade de Volta Redonda (CMV-VR), que reúne depoimentos de vítimas e familiares da repressão política; além de coleções pessoais e institucionais de trabalhadores, sindicatos e movimentos sociais.
Ao percorrer as instalações do centro, o deputado Reimont destacou que iniciativas como esta são essenciais para a efetivação de políticas de justiça de transição, que buscam garantir o direito à memória e à verdade sobre as violações de direitos humanos ocorridas no período da ditadura militar e em outros contextos de violência de Estado. Ressaltou, ainda, que a memória preservada pelo CEMESF transcende o passado, pois serve como instrumento pedagógico e político para o presente, ao fortalecer a consciência crítica, a cidadania e a democracia.
CEMESF: um patrimônio da memória, da cidadania e da democracia
O papel da Comissão de Direitos Humanos e Minorias
A visita do presidente da Comissão ao CEMESF insere-se em uma agenda mais ampla de aproximação do Parlamento com instituições de pesquisa, universidades e centros de memória em todo o país. Ao reconhecer formalmente a importância deste espaço, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados reafirma seu compromisso em apoiar e fomentar políticas públicas de preservação da memória, valorização das lutas sociais e garantia da dignidade das vítimas de violações históricas.
A Comissão compreende que iniciativas como o CEMESF cumprem papel crucial para assegurar que as histórias de trabalhadores, sindicalistas, perseguidos políticos, lideranças comunitárias e cidadãos comuns não sejam invisibilizadas. Trata-se de um patrimônio não apenas acadêmico, mas sobretudo social, que fortalece a identidade do povo fluminense e brasileiro.
Desafios e compromissos
Apesar de sua relevância, o Centro enfrenta desafios concretos, como limitações de espaço físico, necessidade de recursos permanentes para conservação de acervos, expansão da digitalização de documentos e ampliação do acesso da comunidade. Nesse sentido, a visita do presidente da Comissão representou também um gesto político de reconhecimento e compromisso, com vistas a contribuir para que o CEMESF alcance maior sustentabilidade institucional e visibilidade nacional.
Reimont destacou que levará a experiência do CEMESF ao debate da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, articulando esforços para que o Parlamento brasileiro apoie de maneira mais consistente a rede de centros de memória e instituições afins espalhadas pelo país. “Defender o direito à memória e à verdade é parte inseparável da defesa da democracia. O que vemos em Volta Redonda é um exemplo de resistência, dedicação acadêmica e compromisso com a justiça social, que precisa ser reconhecido e fortalecido”, afirmou.
Imagem de capa ilustrativa
A presença da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara dos Deputados no CEMESF reforça a compreensão de que memória e democracia são dimensões inseparáveis. Preservar documentos, testemunhos e acervos é garantir que as lutas do passado continuem inspirando as gerações do presente e do futuro. O Centro de Memória da UFF em Volta Redonda consolida-se, assim, como referência regional e nacional no campo da memória social, da educação em direitos humanos e da cultura de paz.
Serviço
Centro de Memória do Sul Fluminense (CEMESF) Genival Luiz da Silva
Universidade Federal Fluminense – Campus Volta Redonda
Rua Des. Ellis Hermydio Figueira, nº 783, Bloco A, Sala 209, Aterrado – Volta Redonda (RJ)
CEP 27.213-145
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