Por Renata Motta, pedagoga > O primeiro passo para desenvolver a aplicabilidade da educação antirracista é entender que vivemos em um sistema gerador de desigualdade, um sistema racista que não reconhece, não possibilita, não fomenta e não permite a paridade, a igualdade de oportunidades desde a primeira infância, que é o ponto de partida da formação de um indivíduo crítico, questionador e capaz de ter autonomia de sua vida, sem disparidades.
A educação antirracista está pautada na Lei 10.639/03 que torna obrigatório o ensino de história e Cultura africana e afro brasileira nas escolas. Os formadores de opinião de modo geral, não somente os educadores, tem obrigação de tornar comum o assunto, as práticas e políticas que promovem a igualdade.
Uma jovem negra, periférica, que mora em uma comunidade do subúrbio carioca, leva 3 horas para chegar ao trabalho, trabalha 9 horas, leva outras 3 horas para voltar pra casa, tem as mesmas 24 horas de dia que uma jovem branca, moradora da Zona sul carioca, que possui todos os recursos necessários para somente estudar para o Enem? As duas fazem a mesma prova. As oportunidades são as mesmas? Não estamos no mesmo barco, as vezes nem na mesma tempestade… as meninas? Uma está em uma canoa e outra em um iate.
A mudança se faz urgente, cada um de nós pode e deve ser um agente dessa mudança nos nossos ambientes habituais, casa, escola, faculdade, trabalho, templos, promovendo respeito, empatia, valorizando a diversidade de culturas e etnias e o mais importante, descontruindo dentro de cada um de nós estigmas, hábitos, vocabulários e ideias.
A luta pela mudança pode vir de qualquer área do conhecimento humano, de qualquer pessoa, de qualquer gênero, de qualquer cor. Repense hábitos enraizados, converse com amigos, leia autores negros, não minimize o racismo, reconheça, proporcione e defenda lugar de fala, reconheça privilégios, denuncie o racismo…
Combata a discriminação, fora e dentro de você!
Texto por Renata Motta, pedagoga.
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Imagem de capa ilustrativa
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