Depois de apenas cinco meses de funcionamento, espaço dedicado à cultura dos fliperamas cresce, muda de endereço e passa a receber mais jogos, música, exposições e atividades culturais
Os sons das máquinas, as disputas em frente às telas e aquela pergunta clássica — “quem é o próximo?” — ganham uma casa maior em Nova Iguaçu. Neste sábado, 12 de setembro, acontece a grande reinauguração do Flipper da Chacrinha, espaço criado para recuperar a cultura dos antigos fliperamas e que rapidamente se transformou em ponto de encontro para diferentes gerações na Região Metropolitana do Rio de Janeiro.
A nova fase começa na Rua João Bento Calixto, 243, em Santa Eugênia, Nova Iguaçu, em frente ao Atlético Clube Aliados. O endereço informado fica no entorno dos bairros de Santa Eugênia e Chacrinha. A mudança acontece apenas cinco meses depois da abertura do espaço original. Segundo os responsáveis pelo Flipper da Chacrinha, o crescimento do público e o desejo de ampliar a programação fizeram com que a primeira casa rapidamente ficasse pequena.
Mais do que simplesmente mudar de endereço, a proposta é consolidar um espaço independente de convivência, cultura e diversão acessível.
Um fliperama que também tem bar
A filosofia do lugar pode ser resumida no próprio lema adotado pelos organizadores: “Não é um bar que tem flipper, é um flipper que tem bar!” A diferença pode parecer apenas uma brincadeira, mas revela a identidade do projeto. As máquinas de fliperama e os jogos continuam sendo protagonistas. O bar funciona como complemento de um ambiente pensado principalmente para jogar, encontrar pessoas, conhecer novos artistas e compartilhar experiências.
A nova sede oferece mais conforto e espaço para receber tanto os tradicionais fliperamas quanto outras atividades. A programação prevista inclui jogos de tabuleiro, exposições, karaokê, apresentações musicais e diferentes eventos culturais, além das disputas em torno das máquinas que deram origem ao projeto. Outro ponto destacado pela organização é a manutenção de preços populares para jogar, buscando preservar uma característica histórica dos fliperamas: serem lugares de encontro acessíveis, onde diferentes públicos dividem o mesmo espaço.
Memória dos arcades encontra uma nova geração
Durante décadas, os fliperamas fizeram parte da paisagem cultural das cidades brasileiras. Antes da popularização dos consoles domésticos, computadores e jogos on-line, eram nesses espaços que crianças, adolescentes e jovens se reuniam em torno de máquinas de luta, corrida, futebol, aventura e tantos outros gêneros. Mais do que lugares onde estavam os jogos eletrônicos, os arcades criavam suas próprias comunidades. Recordes eram disputados, rivalidades surgiam e amizades eram construídas diante das máquinas.
Projetos como o Flipper da Chacrinha recuperam parte dessa experiência, mas em outro contexto. Ao lado de quem viveu a época de ouro dos arcades estão jovens que muitas vezes tiveram contato com esses títulos apenas através de emuladores, vídeos ou versões modernas. Essa mistura de gerações ajuda a explicar por que espaços dedicados à cultura retrô conseguem ultrapassar a nostalgia. O fliperama vira também local de socialização e produção cultural.
Em Nova Iguaçu, essa experiência ganha um significado adicional ao fortalecer uma iniciativa cultural independente fora dos circuitos tradicionais da cidade do Rio de Janeiro.
Reinauguração terá música ao vivo
Para marcar a abertura da nova casa, a programação deste sábado contará também com música. A cantora e guitarrista Brenda Guita (@brendaguita) fará apresentação especial, acompanhada de participações de Sana Peter (@sanapeter), Markus Reis (@markusreis) e Matheus (@adiosmatheusoficial).
A combinação entre música, jogos e convivência aponta justamente para o caminho que os responsáveis pretendem seguir nesta nova etapa: transformar o Flipper da Chacrinha em um espaço capaz de receber diferentes manifestações culturais sem abandonar sua principal identidade.
O crescimento registrado em apenas cinco meses mostra também a força de iniciativas construídas de forma independente na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Pequenos espaços culturais, casas de shows, bares, coletivos, produtores e projetos independentes têm papel importante na circulação de artistas, na formação de novos públicos e na criação de alternativas de lazer e cultura nos municípios metropolitanos.
Para quem cresceu frequentando fliperamas, a reinauguração pode ser uma oportunidade de reencontrar parte dessa memória. Para quem nasceu depois da época em que essas máquinas estavam espalhadas pelas cidades, é uma chance de experimentar uma forma diferente — e muito mais presencial — de jogar.
E, para o Flipper da Chacrinha, é o começo de uma nova fase.
Serviço
Grande reinauguração do Flipper da Chacrinha
Data: sábado, 12 de setembro de 2026
Local: Rua João Bento Calixto, 243 – Santa Eugênia, Nova Iguaçu
Referência: em frente ao Atlético Clube Aliados
Atrações: fliperamas, jogos, atividades culturais e confraternização
Show: Brenda Guita
Participações: Sana Peter, Markus Reis e Matheus
Instagram: @flipperdachacrinha
Imagem de capa ilustrativa
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