Nesta segunda-feira, 12 de maio de 2025, às 9h30, tem início no fórum de Campo Limpo Paulista (SP) o júri popular de Wellington Galindo de Queiroz, de 42 anos, acusado pelo assassinato brutal da adolescente Lara Maria Oliveira Nascimento, de apenas 12 anos, ocorrido em março de 2022. O caso chocou o país e tornou-se símbolo da luta por justiça para as vítimas de violência contra crianças e adolescentes.
Segundo o Tribunal de Justiça de São Paulo, o julgamento contará com os depoimentos de 11 testemunhas, além do interrogatório do réu. Wellington está preso desde março de 2024, após dois anos foragido. Ele foi capturado pela Polícia Federal em Foz do Iguaçu (PR), nas proximidades da Tríplice Fronteira, utilizando identidade falsa e realizando serviços informais sob o nome de “Diego”.
A família da menina, em meio à dor que jamais cessou, prepara-se para o momento com o coração apertado, mas com a esperança de que a justiça seja finalmente feita. “Queremos lembrar da Lara como ela era: uma menina cheia de sonhos, carinhosa e doce. O que nos resta agora é garantir que sua memória não seja esquecida”, declarou emocionada Luana Nascimento, mãe da menina.
O crime ocorreu em 16 de março de 2022, quando Lara saiu de casa para comprar refrigerante a cerca de 600 metros de sua residência. Três dias depois, seu corpo foi encontrado com marcas de extrema violência, incluindo quatro golpes na cabeça, possivelmente com um martelo ou picareta, além de vestígios de cal no corpo. O laudo oficial apontou traumatismo craniano como causa da morte e descartou a presença de abuso sexual e uso de entorpecentes.
De acordo com o inquérito policial, Wellington teria atacado Lara após ela recusar qualquer tipo de contato, temendo ser denunciado. O histórico do réu inclui passagens por tráfico de drogas, crimes patrimoniais, associação criminosa e receptação. Ele foi considerado foragido desde 28 de março de 2022, quando teve a prisão temporária decretada pela Justiça.
Para a ComCausa, organização que atua na Defesa da Vida e acompanha o caso desde o início por meio do programa Acolher, o julgamento representa um marco fundamental para romper o ciclo de impunidade em crimes contra a infância. “A dor da família de Lara ecoa no grito de todas as mães que perderam seus filhos para a violência. Estar presente, apoiar, dar visibilidade a esse julgamento é um compromisso com a justiça e com a memória da menina que teve sua vida brutalmente interrompida”, destaca Adriano Dias, fundador da entidade.
A expectativa é de que o julgamento reforce a necessidade de políticas públicas de proteção à infância e combate à violência sexual e física contra menores. A ComCausa seguirá acompanhando o desdobramento do caso, em solidariedade à família e em nome de todas as crianças e adolescentes vítimas da negligência e da crueldade que ainda persistem no país.
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