Um motoboy foi morto a tiros na noite de segunda-feira (2) durante um assalto na Rua Porã, em Campo Grande, na Zona Oeste do Rio. A vítima foi identificada como Iago Pacheco da Costa, conhecido como HG, que trabalhava como entregador de uma farmácia da região. Ele foi atingido por oito disparos e morreu no local.
Segundo relatos de moradores, Iago trafegava pela rua quando foi abordado por criminosos armados, que anunciaram o assalto. A motocicleta do entregador foi levada. Ainda não há confirmação se ele tentou reagir nem detalhes sobre a dinâmica do crime. A principal linha de investigação é latrocínio, roubo seguido de morte, mas a polícia também apura a hipótese de execução.
Atuação policial e investigação
A Polícia Militar informou que agentes do 40º BPM (Campo Grande) foram acionados para a ocorrência de homicídio. No local, os policiais encontraram o corpo da vítima, isolaram a área e acionaram a perícia. O caso foi encaminhado à Delegacia de Homicídios da Capital (DHC), responsável pela investigação.
Até a última atualização, não havia informações oficiais sobre presos ou suspeitos identificados.
Violência e roubos na Zona Oeste
Campo Grande está entre os bairros mais extensos e populosos da cidade do Rio e concentra áreas com altos índices de roubo de veículos. De acordo com dados do Instituto de Segurança Pública (ISP), a Zona Oeste responde por parcela significativa dos roubos de motocicletas registrados na capital, crime que afeta diretamente trabalhadores de entrega e transporte por aplicativo.
Especialistas em segurança pública apontam que motocicletas são alvo frequente por serem fáceis de revender ou desmontar, além de facilitarem a fuga em áreas com vias largas e pouco monitoramento.
Motoboys entre as principais vítimas
O assassinato de Iago ocorre em meio a uma sequência recente de mortes de motoboys no estado. Em um intervalo de cerca de dez dias, ao menos outros três entregadores foram mortos em diferentes regiões do Rio, em crimes que também envolvem roubo de moto ou abordagem armada.
Sindicatos e associações de entregadores alertam que a combinação de longas jornadas, trabalho noturno e circulação por áreas com pouco policiamento aumenta a vulnerabilidade desses profissionais. Eles cobram reforço no patrulhamento, investigação mais rápida e políticas específicas de proteção para quem trabalha sobre duas rodas.
O que a polícia tenta esclarecer
A Delegacia de Homicídios investiga quantos criminosos participaram da ação, se a vítima foi seguida antes da abordagem e se há imagens de câmeras de segurança na região. A definição entre latrocínio ou execução é considerada central para a responsabilização dos autores e para o entendimento do padrão do crime.
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