A Cozinha Solidária CHM encerra 2025 com números que revelam mais do que estatísticas: 13,3 toneladas de alimentos distribuídos e 8.310 refeições servidas no território da Chatuba, em Mesquita, na Baixada Fluminense. Cada quilo entregue se transformou em comida no prato, alívio no orçamento das famílias e mais dignidade para quem enfrenta diariamente a insegurança alimentar.
O impacto vai além da alimentação. Cada refeição significou crianças comendo melhor, famílias com mais segurança alimentar e mulheres podendo priorizar outras necessidades básicas dentro de casa. Em um cenário de ausência ou insuficiência do poder público, a Cozinha Solidária se firmou como um ponto de apoio essencial para a comunidade.
Durante todo o ano, o espaço também funcionou como centro de atendimento social, acolhimento e construção de pensamento crítico. A Cozinha CHM é, ao mesmo tempo, lugar de cuidado e de luta, onde a alimentação se conecta com organização popular, mobilização social e defesa de direitos.
Apesar dos resultados expressivos, 2025 foi marcado por dificuldades. Os investimentos necessários para manter o funcionamento da Cozinha foram escassos. Além disso, uma invasão ao espaço causou prejuízos significativos, obrigando a reposição completa de utensílios essenciais para que as atividades não fossem interrompidas.
Mesmo diante desses obstáculos, as 13,3 toneladas de alimentos chegaram onde o Estado não chega — ou chega pouco. Percorreram cozinhas, panelas, quintais e mesas, transformando-se em cuidado, permanência e resistência cotidiana. A iniciativa reforça que não se trata de caridade, mas de acesso a direitos, construído a partir do território, com trabalho coletivo, parcerias e organização comunitária.
A experiência da Cozinha Solidária CHM demonstra, na prática, que o direito humano à alimentação adequada não é apenas discurso. É ação concreta, política pública construída pela própria comunidade e sustentada pela solidariedade ativa.
A coordenação do projeto agradece a todos os parceiros e apoiadores que acreditaram na iniciativa e contribuíram para que os alimentos chegassem às famílias. Os dados aparecem nos números. O impacto real, porém, está na vida de quem teve a dignidade preservada à mesa.
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