Família procura jovem desaparecido há mais de seis meses em Teresópolis

Erik Caetano Quintanilha Simas

Erik Caetano Quintanilha Simas, de 22 anos, desapareceu em abril de 2026. Caso foi incorporado à análise do Núcleo ACOLHER ComCausa, iniciativa vinculada ao CAIS ComCausa e reconhecida nacionalmente pelo 8º Desafio de Acesso à Justiça do Instituto Mattos Filho.

A família de Erik Caetano Quintanilha Simas, de 22 anos, morador de Teresópolis, na Região Serrana do Rio de Janeiro, procura informações que possam ajudar a esclarecer seu desaparecimento, ocorrido em 25 de abril de 2026. Mais de seis meses depois, familiares continuam em busca de respostas sobre o paradeiro do jovem, enquanto informações reunidas em documentos policiais e registros de organizações de apoio indicam pontos que ainda precisam ser esclarecidos.

O caso passou a integrar o trabalho de análise documental do Núcleo ACOLHER ComCausa para Famílias de Vítimas da Violência Letal e de Pessoas Desaparecidas, iniciativa vinculada ao CAIS ComCausa – Autonomia e Inclusão, desenvolvido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Políticas sobre Drogas e Gestão de Ativos (SENAD).

A atuação tem como objetivo contribuir para o acolhimento familiar, a organização das informações, a orientação sobre direitos e a articulação com os órgãos responsáveis pela busca e localização de pessoas desaparecidas.

Erik saiu de casa em abril e não retornou

Nascido em 3 de janeiro de 2004, Erik residia com familiares no bairro Santa Cecília, em Teresópolis. Segundo o boletim de ocorrência registrado por sua mãe, Daiana Caetano Quintanilha, o jovem foi visto por ela pela última vez no dia 25 de abril, por volta das 17 horas. Na ocasião, Erik teria informado que sairia acompanhado do irmão mais novo, com destino à rodoviária de Teresópolis, e que retornaria em breve. Aproximadamente duas horas depois, o irmão voltou sozinho à residência, sem apresentar informações sobre o paradeiro de Erik.

A família inicialmente considerou a possibilidade de que o jovem estivesse passando por um período de afastamento, situação que, segundo os relatos, já havia ocorrido anteriormente por intervalos mais curtos. Entretanto, diante do prolongamento da ausência e da falta de notícias, a preocupação aumentou.

Na ficha de desaparecimento preenchida junto à Associação Brasileira de Busca e Defesa da Criança Desaparecida – Mães da Sé, consta a informação de que Erik teria passado pela rodoviária e seguido caminhando em direção ao bairro Alto, também em Teresópolis. Essa informação, entretanto, ainda depende da confirmação de testemunhas e de outros elementos que permitam reconstruir com maior precisão seus últimos deslocamentos conhecidos.

Família registrou desaparecimento e procura esclarecimentos

A documentação apresentada informa que o desaparecimento foi comunicado às Mães da Sé em 28 de junho de 2026. Posteriormente, em 6 de outubro de 2026, foi formalizado o Registro de Ocorrência nº 110-08532/2026, na 110ª Delegacia de Polícia de Teresópolis. Um dos pontos que poderá contribuir para a apuração é a informação relatada pela mãe sobre uma possível emissão de documento de identificação em nome de Erik, na cidade do Rio de Janeiro, durante o mês de junho.

O dado consta do histórico familiar, mas ainda não há confirmação documental independente de que o procedimento tenha efetivamente ocorrido ou de que Erik tenha comparecido pessoalmente ao órgão emissor. A verificação dessa informação pelas autoridades competentes é considerada uma das medidas relevantes para esclarecer o caso.

A família também busca informações sobre eventuais avistamentos e contatos posteriores ao desaparecimento. Até a elaboração do relatório técnico preliminar, não haviam sido apresentados à ComCausa documentos oficiais que confirmassem a localização de Erik ou resultados recentes das diligências policiais.

ACOLHER ComCausa: acolhimento, orientação e defesa de direitos

A análise do caso de Erik integra a proposta de atuação do Núcleo ACOLHER ComCausa para Famílias de Vítimas da Violência Letal e de Pessoas Desaparecidas, uma frente de trabalho da Associação Com Causa Cultura de Direitos – ComCausa Defesa da Vida.

Vinculado à estrutura do CAIS ComCausa, o núcleo desenvolve uma metodologia que articula acolhimento humanizado, orientação jurídico-psicossocial, organização documental, preservação da memória, acesso à informação e acompanhamento institucional. A proposta reconhece que o desaparecimento de uma pessoa não representa apenas uma ocorrência policial. Para os familiares, a ausência de respostas pode provocar sofrimento emocional, insegurança, dificuldades econômicas, alterações na rotina e obstáculos para acessar serviços e informações públicas.

Por isso, o trabalho do ACOLHER parte da escuta das famílias e da identificação de suas necessidades, buscando construir encaminhamentos junto à rede pública de proteção. No caso de Erik, a ComCausa elaborou um relatório técnico preliminar, reunindo o boletim de ocorrência, a ficha das Mães da Sé, fotografias apresentadas pela família, uma cronologia dos acontecimentos e orientações para a continuidade do acompanhamento.

Entre as providências propostas estão a atualização das informações junto à 110ª Delegacia de Polícia, a verificação oficial da notícia sobre a possível emissão de documento, a articulação com o Programa de Localização e Identificação de Desaparecidos (PLID), do Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro, e a orientação familiar sobre os mecanismos públicos de busca e identificação. Esses encaminhamentos dependem de formalização e registro pela equipe responsável, respeitando as atribuições dos órgãos de investigação e a proteção dos dados familiares.

A atuação do núcleo ganhou um importante reconhecimento em outubro de 2026, quando o projeto “ACOLHER ComCausa: Justiça, Memória e Cuidado” foi escolhido como um dos vencedores do 8º Desafio de Acesso à Justiça, promovido pelo Instituto Mattos Filho, em iniciativa desenvolvida com a ponteAponte.

O reconhecimento representa uma oportunidade de fortalecer a metodologia de atendimento, ampliar a capacidade institucional da organização e consolidar ações voltadas à orientação jurídica, ao cuidado psicossocial e ao acompanhamento das famílias. A experiência do ACOLHER tem raízes na mobilização social da Baixada Fluminense e da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, especialmente no trabalho desenvolvido junto a famílias atingidas pela violência letal. A partir dessas experiências, a organização construiu uma abordagem que procura associar a defesa de direitos ao cuidado com as pessoas, à preservação da memória e à construção de respostas institucionais que não se encerrem após o primeiro atendimento.

O reconhecimento institucional foi apresentado pela ComCausa na matéria “ACOLHER ComCausa vence 8º Desafio de Acesso à Justiça do Instituto Mattos Filho”, publicada pelo Portal C3 em 7 de outubro de 2026. O prêmio reconhece o trabalho institucional do ACOLHER e não constitui resultado ou financiamento específico da investigação sobre o desaparecimento de Erik.

Desaparecimento de pessoas exige buscas e atenção permanente

No Brasil, a Lei Federal nº 13.812/2019 instituiu a Política Nacional de Busca de Pessoas Desaparecidas, estabelecendo diretrizes para a atuação dos órgãos de segurança pública, o compartilhamento de informações e a cooperação entre diferentes instituições. A legislação determina que as buscas sejam tratadas com prioridade e urgência, independentemente da idade da pessoa desaparecida ou das hipóteses sobre as circunstâncias de seu desaparecimento. O Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas (CNPD), coordenado no âmbito da política federal, também busca ampliar a integração das informações registradas pelas autoridades policiais.

O Ministério da Justiça e Segurança Pública disponibiliza ainda o Painel Público do Cadastro Nacional de Pessoas Desaparecidas, ferramenta que permite consultar informações sobre casos divulgados oficialmente pelas Polícias Civis. Para a ComCausa, a participação das organizações da sociedade civil nesse processo deve contribuir para que as famílias tenham acesso à orientação, sejam tratadas com dignidade e possam acompanhar os encaminhamentos relacionados às suas demandas. Essa atuação não substitui a investigação policial. Seu papel é contribuir para fortalecer o acesso aos serviços, a comunicação entre instituições e a proteção dos direitos das pessoas envolvidas.

Família pede ajuda para encontrar Erik

A família disponibilizou uma fotografia de Erik para auxiliar na divulgação do desaparecimento. De acordo com as informações registradas na ficha das Mães da Sé, o jovem possui aproximadamente 1,75 metro de altura, porte físico magro, olhos castanhos e cabelos escuros. A fotografia apresentada mostra Erik usando camiseta preta com símbolo branco da Nike. Não há confirmação de que a imagem tenha sido produzida no dia do desaparecimento ou de que corresponda exatamente à roupa utilizada naquela ocasião.

Qualquer informação concreta sobre o paradeiro do jovem pode contribuir para a continuidade das buscas e deve ser encaminhada à família ou à Polícia Civil do Estado do Rio de Janeiro.

Dados para informações

Nome: Erik Caetano Quintanilha Simas
Idade: 22 anos
Desaparecido desde: 25 de abril de 2026
Município: Teresópolis, Rio de Janeiro
Região mencionada nos relatos: Rodoviária de Teresópolis e possível deslocamento em direção ao bairro Alto
Boletim de ocorrência: 110-08532/2026
Delegacia: 110ª DP – Teresópolis
Contato familiar divulgado: Rayane Caetano, irmã de Erik
Telefone/WhatsApp: (21) 97952-3098

Informações também podem ser encaminhadas diretamente à Polícia Civil, citando o número do boletim de ocorrência. O Ministério da Justiça e Segurança Pública também orienta que informações sobre casos de desaparecimento sejam comunicadas pelos canais policiais, incluindo os telefones 197 e 181.

A ComCausa reforça a importância de compartilhar informações de maneira responsável, evitando boatos, acusações sem fundamento ou exposição indevida de pessoas. Para os familiares de pessoas desaparecidas, cada notícia verificável representa a possibilidade de esclarecer acontecimentos e avançar na busca por respostas. A família de Erik continua procurando informações sobre seu paradeiro. A colaboração da população pode ajudar a esclarecer o caso.


Sobre o ACOLHER ComCausa

O Núcleo ACOLHER ComCausa para Famílias de Vítimas da Violência Letal e de Pessoas Desaparecidas integra a estrutura do CAIS ComCausa – Autonomia e Inclusão, desenvolvido em parceria com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da SENAD. Atua na perspectiva da defesa da vida, do acolhimento humanizado, da orientação jurídico-psicossocial, da memória e do acesso à justiça.

O projeto “ACOLHER ComCausa: Justiça, Memória e Cuidado” foi um dos vencedores do 8º Desafio de Acesso à Justiça de 2026, promovido pelo Instituto Mattos Filho.

Foto: Arquivo familiar / divulgação.

Fontes documentais informadas: Registro de Ocorrência nº 110-08532/2026; ficha de desaparecimento das Mães da Sé; relatório técnico preliminar do ACOLHER ComCausa.

Referências públicas: Mães da Sé; Ministério da Justiça e Segurança Pública; PLID/MPRJ; Lei Federal nº 13.812/2019; Instituto Mattos Filho.

 

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