Um piloto foi preso dentro de um avião no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo, na segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026, suspeito de crimes ligados à exploração sexual de menores. Em entrevista coletiva na manhã desta terça (10), a polícia paulista afirmou que ele seria líder de uma rede que aliciava crianças e adolescentes e que, até agora, ao menos dez vítimas foram identificadas.
A ação foi batizada de Operação “Apertem os Cintos” e também prendeu duas mulheres. Segundo os investigadores, uma avó teria negociado o acesso do suspeito a três netas. A outra presa, uma mãe, teria permitido o abuso e ajudado o homem a obter imagens da própria filha. As autoridades não divulgaram dados que identifiquem as vítimas.
Como o suspeito se aproximava das vítimas
De acordo com a polícia, o piloto fazia contato direto com mães e avós, oferecendo dinheiro e outros pagamentos em troca de fotos e vídeos e, depois, do acesso às meninas. Os investigadores citam transferências de valores baixos e auxílio com despesas do dia a dia, como medicamentos e aluguel, como parte do método de aliciamento e controle.
A maior parte das vítimas identificadas até o momento tem entre 12 e 13 anos, segundo a investigação. Os policiais afirmam ainda que há indícios de muitas outras vítimas, com base em material encontrado no celular do suspeito.
Por que a prisão foi no aeroporto
A polícia explicou que decidiu prender o homem em Congonhas por ser a forma mais rápida e segura de localizá-lo, já que a rotina de voos dificultava encontrá-lo em casa, em Guararema, na Grande São Paulo. Segundo os investigadores, a equipe pediu a escala do piloto à empresa para identificar o voo em que ele estaria.
Investigação e responsabilização
O caso segue em apuração. A polícia informou que pretende identificar e localizar outras vítimas e aprofundar a análise do material apreendido. Em situações desse tipo, costumam ser investigados crimes previstos no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e no Código Penal, como estupro de vulnerável e produção/armazenamento/compartilhamento de material de abuso sexual infantil, a depender do que for comprovado no inquérito.
A delegada mencionada no relato informou que a atual esposa do suspeito, psicóloga, foi à delegacia e disse estar chocada, afirmando não ter conhecimento das suspeitas. Essa informação ainda depende do andamento das apurações e de eventual confirmação no processo.
Como denunciar violência sexual contra crianças e adolescentes?
Disque 100 (Direitos Humanos): denúncia anônima, 24h
Polícia Militar: 190 (emergência)
Disque Denúncia: 181 (em muitos estados)
Conselho Tutelar e Ministério Público local também recebem comunicações
Imagem de capa ilustrativa.
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