Mobilização acontece nesta segunda-feira, a partir das 9h30, no Centro do Rio, reunindo movimentos sociais, organizações populares, sindicatos, pastorais e entidades da sociedade civil em defesa da terra, da paz, da moradia e da vida das mulheres
O 32º Grito dos Excluídos e Excluídas volta às ruas do Rio de Janeiro nesta segunda-feira, 7 de setembro, reafirmando uma tradição de mais de três décadas de mobilização por direitos sociais, democracia e justiça social.
No Rio, a concentração está marcada para 9h30, no encontro da Avenida Presidente Vargas com a Rua Uruguaiana, no Centro. Movimentos populares, sindicatos, organizações da sociedade civil, coletivos e diferentes representações sociais devem participar da marcha. A mobilização mantém, em 2026, o tema permanente “Vida em Primeiro Lugar” e adota como lema “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia”, acompanhado pelo chamado “Erguemos a voz: Mulheres Vivas e Soberania”.
Um 7 de Setembro marcado pelo debate sobre direitos
Realizado tradicionalmente durante as celebrações da Independência do Brasil, o Grito dos Excluídos apresenta um contraponto ao calendário oficial ao chamar atenção para parcelas da população que ainda convivem com fome, desemprego, falta de moradia, violência e dificuldades de acesso a políticas públicas. No Rio, a edição deste ano coloca novamente a moradia digna entre suas principais bandeiras. A pauta envolve famílias sem teto, moradores de ocupações e pessoas em situação de rua, além da defesa de políticas públicas capazes de enfrentar as desigualdades urbanas.
Também estão presentes reivindicações relacionadas à saúde, educação, alimentação, trabalho, direitos das populações vulnerabilizadas e participação popular. Desde sua criação, o Grito busca transformar as demandas das pessoas historicamente invisibilizadas em presença pública e pressão por respostas do Estado.
Mulheres vivas
Outro ponto central desta edição é o enfrentamento à violência contra as mulheres. O chamado “Mulheres Vivas” reforça a necessidade de combate ao feminicídio e às diferentes formas de violência de gênero, relacionando a proteção da vida das mulheres às condições sociais e econômicas que atravessam o cotidiano de milhões de brasileiras. Ao definir o tema de 2026, o movimento destacou justamente a necessidade de colocar a defesa da vida das mulheres no centro da mobilização diante das desigualdades estruturais existentes no país.
Terra, paz e moradia
A escolha da terra, da paz e da moradia como eixos do 32º Grito amplia uma discussão que acompanha a mobilização desde suas primeiras edições. A defesa do direito à terra dialoga com a reforma agrária, segurança alimentar e produção de alimentos, enquanto a moradia aparece como questão fundamental para as grandes cidades.
Já a defesa da paz se apresenta não apenas como oposição aos conflitos armados, mas também como reivindicação por uma sociedade em que a violência cotidiana, a exclusão, o racismo e as diferentes violações de direitos não sejam naturalizados. A soberania completa o chamado político de 2026 e está associada à defesa da democracia, da participação popular e da capacidade do país de decidir sobre seus caminhos políticos, sociais e econômicos.
Uma mobilização criada em 1995
O Grito dos Excluídos e Excluídas surgiu em 1995 e, desde então, ocorre anualmente em diferentes regiões do Brasil. A mobilização nasceu vinculada às pastorais sociais e, ao longo dos anos, ampliou sua participação, incorporando movimentos populares, organizações sociais, sindicatos, coletivos e grupos ligados à defesa dos direitos humanos.
Mais de três décadas depois, “Vida em Primeiro Lugar” permanece como seu principal eixo. A proposta é aproveitar uma das datas mais simbólicas do calendário brasileiro para perguntar que independência existe para quem ainda não possui acesso pleno à alimentação, trabalho, moradia, saúde, educação, segurança e demais direitos fundamentais.
Em 2026, essa pergunta volta às ruas do Rio.
Serviço
32º Grito dos Excluídos e Excluídas – Rio de Janeiro
Data: 7 de setembro de 2026
Concentração: 9h30
Local: Avenida Presidente Vargas com Rua Uruguaiana, Centro do Rio
Tema permanente: “Vida em Primeiro Lugar”
Lema: “Na defesa da Terra, da Paz e da Moradia”
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